Testemunhos
40% dos homens com mais de 40 anos de idade já sofreram de disfunção eréctil 1. Leia testemunhos de como outros homens lidaram com este problema.
Simão, 65 anos
Felizmente a minha disfunção eréctil não era causada por nada de grave e foi tranquilizador descobrir que era algo bastante comum para uma pessoa da minha idade.
Não sou pessoa de fugir aos problemas, mas foi muito difícil falar com o meu médico de família sobre os problemas sexuais que estavamos a ter. Penso que tentei ignorá-los para não ter de falar neles, mas a minha mulher tinha lido um artigo sobre disfunção eréctil numa das suas revistas e apercebeu-se de que tinha tratamento.
Ofereceu-se para ir comigo, mas eu preferi ir sozinho e tratar o assunto como ‘conversa de homens’. O médico foi realmente muito concreto em tudo o que disse e informou-me acerca dos vários tratamentos disponíveis. Fez-me alguns exames para ter a certeza de que não existiam outros problemas graves e receitou-me uns comprimidos. Senti um alívio enorme ao saber que a disfunção eréctil é um problema bastante frequente e que existem soluções. Isto só confirma que a única coisa de que devemos ter medo é do próprio medo.
Manuel, 65 anos
O meu médico ajudou-me a encontrar um tratamento para as minhas dificuldades de erecção depois de ter sido operado à próstata quando tinha 63 anos.
Aos 63 anos, numa consulta de rotina, descobri que tinha cancro da próstata. É óbvio que a palavra ‘cancro’ é aterradora, mas o meu médico apoiou-me bastante e explicou que existe cura. Fui aconselhado a fazer uma prostatectomia radical, um procedimento cirúrgico que consiste na remoção total da próstata.
O cirurgião foi excelente e efectuou uma prostatectomia radical mas deixou intactos os nervos daquela zona. A minha principal preocupação era tratar o cancro, mas tinha receio de que a minha vida sexual nunca mais fosse a mesma. Discuti esta questão com o médico e ele explicou-me que, como os nervos estavam intactos, os problemas de erecção provavelmente poderiam ser resolvidos com tratamento. Realmente, tive alguns problemas quando recuperei da cirurgia, mas em conjunto com o meu médico e com um urologista, encontrámos um tratamento adequado para o meu caso.
João, 59 anos
Os antecedentes de pressão arterial elevada na minha família causaram o meu primeiro problema de erecção praticamente há 9 anos.
Tenho vários antecedentes familiares de pressão arterial elevada. Tanto o meu pai como o meu avô sofriam de hipertensão, razão pela qual sabia que tinha de me manter alerta. No entanto, houve um período da minha vida, por volta dos 50 anos, em que estava tão ocupado com o trabalho e com a mudança de casa que descurei as minhas consultas regulares. Pensava que toda aquela correria me deixaria em excelente forma física!
Até que comecei a ter problemas na relação sexual. Conseguia ter uma erecção mas perdia-a rapidamente. Atribui o problema ao stress provocado por tudo o que estava a acontecer, mas assim que nos instalámos no novo espaço consultei o meu médico pois não observava melhorias. A minha pressão arterial estava elevadíssima – os problemas de erecção eram um efeito secundário. Felizmente, o meu médico receitou-me alguns comprimidos para a disfunção eréctil que não interagiram com a medicação para a hipertensão que entretanto tive de iniciar. Sinto-me bem mas estou a esforçar-me por ter um estilo vida mais saudável, melhorando a minha alimentação e praticando exercício físico, entre outros hábitos saudáveis.
António, 49 anos
Fiquei tão aliviado com o diagnóstico e tratamento dos meus problemas de pressão arterial que não conseguir a erecção em algumas ocasiões era o menor dos meus problemas.
Mas quando o problema começou a ser recorrente, tanto eu como a minha mulher começámos a ficar frustrados e incomodados. O meu médico já me tinha alertado para a eventualidade de vir a sofrer de disfunção eréctil quando me receitou a medicação para a pressão arterial, por isso não tive qualquer problema em marcar nova consulta para falar com ele sobre esta questão.
Explicou-me que alguns medicamentos podem causar disfunção eréctil, mas que podia receitar-me outros comprimidos para a pressão arterial para ver se este efeito secundário desaparecia. Depois de algumas tentativas falhadas consegui voltar a ter erecções e deixei de precisar de ajuda.
Raul, 49 anos
Comecei por ter problemas de erecção e, posteriormente, descobri que tenho diabetes tipo 2 com apenas 47 anos.
Nunca tive propriamente um porte atlético, mas jogava futebol ocasionalmente e, sempre que possível, ia ao ginásio. Nunca me senti em baixo de forma ou doente, por isso foi um choque quando comecei a ter problemas de erecção aos 47 anos. A minha namorada convenceu-me a consultar o meu médico. Fiz alguns exames, incluindo análises ao sangue. Tive então o meu segundo choque quando fui informado que sofria de diabetes tipo 2.
O médico explicou-me que podia controlar a diabetes com medicação e através de um regime alimentar adequado. Disse ainda, que os meus problemas de erecção (que designou por disfunção eréctil) também podiam ser resolvidos. Recomendou-me aconselhamento sexual e prescreveu alguns comprimidos para tentar resolver o problema. Felizmente, estes tiveram efeitos imediatos. É estranho pensar que se não tivesse consultado o meu médico por causa dos problemas de erecção, a diabetes poderia levar anos a ser diagnosticada.
Samuel, 54 anos
Aos 23 anos foi-me diagnosticada esclerose múltipla. Felizmente, a doença teve uma evolução muito lenta e ainda hoje consigo fazer a maioria das tarefas sem limitações.
Reparei que ao entrar na faixa dos 50 comecei a ter problemas na cama. Começou a ser cada vez mais difícil obter e manter uma erecção.
No início, assumi o pior e pensei que fosse uma consequência natural da esclerose múltipla que tinha de aceitar. No entanto, a minha mulher sugeriu que eu consultasse o médico para saber se havia alguma solução. O médico explicou que a esclerose múltipla pode afectar as acções reflexas envolvidas na obtenção de uma erecção, mas que existe tratamento para esse problema. Receitou-me uma bomba de vácuo que eu experimentei nas semanas seguintes e, actualmente, a minha vida sexual praticamente regressou ao normal.
Tinha receio de que a minha vida sexual nunca mais fosse a mesma.
Eduardo, 62 anos
Assim que entrei nos 50, comecei a ter problemas na cama, inicialmente comecei por dizer que era do stress.
Estou casado com a minha mulher há 35 anos e pensava que podíamos falar sobre qualquer assunto, por mais embaraçoso que fosse. Fiquei, por isso, surpreendido por me ter sido tão difícil falar dos meus problemas de erecção. Penso que é porque me culpava a mim próprio. Como qualquer casal, tínhamos os nossos altos e baixos, mas isto era diferente – sentia que não conseguia desempenhar o meu papel de homem. Perdi toda a minha auto-confiança.
Comecei a evitar ter relações sexuais, deitando-me mais cedo ou mais tarde do que a minha mulher, alegando cansaço… entre outras desculpas. Esta situação prolongou-se por quatro meses. O choque deu-se quando um dia encontrei a minha mulher a chorar na cozinha. Ela disse-me que achava que eu já não a amava – foi horrível. Finalmente, começámos a falar sobre o que se estava a passar. O mais difícil foi ter essa primeira conversa, mas assim que esta aconteceu deixei de ter tanta renitência em consultar um médico para obter ajuda, sobretudo, porque a minha mulher me acompanhou e me deu apoio moral.