Doenças Neurológicas

Descubra como as doenças neurológicas podem contribuir para a disfunção eréctil e como, juntamente, com o seu médico, poderão encontrar uma solução para superar o problema.

Como estão as doenças neurológicas relacionadas com a disfunção eréctil?
O sistema nervoso abrange todo o organismo e é constituído por dois subsistemas principais.

  1. O sistema “somático” é formado por uma rede de nervos que se liga aos nossos músculos e que também recebe sensações tais como o toque, a audição, a visão, o gosto e o olfacto. Esta é a parte do sistema nervoso que podemos controlar; por exemplo, podemos comandar o movimento de um músculo.
  2. O outro subsistema é o sistema nervoso autónomo, o qual inclui o conjunto de nervos que regulam a temperatura corporal, as pulsações, a tensão arterial, a digestão, etc. Este controlo é exercido de forma automática, sem necessidade de uma ordem consciente.


O processo de erecção envolve ambas as partes do sistema nervoso. Por exemplo, o sistema somático está envolvido no toque e nas sensações transmitidas durante a relação sexual, enquanto que o sistema autónomo controla os reflexos que dilatam os vasos sanguíneos existentes no pénis. Assim, qualquer doença ou lesão que afecte o sistema nervoso pode potencialmente conduzir à disfunção eréctil.

Esclerose múltipla
A Esclerose Múltipla é uma doença degenerativa das bainhas protectoras das fibras nervosas do cérebro e da medula espinal. O ritmo de evolução e a extensão dos efeitos da EM variam consideravelmente de pessoa para pessoa. Algumas pessoas podem perder a capacidade de controlo sobre algumas funções em apenas alguns anos, enquanto que noutras os efeitos são mínimos, e pouco ou nada evoluem ao longo de décadas. Por regra, é impossível prever a evolução a longo prazo da EM num dado indivíduo.

A EM pode afectar qualquer parte do sistema nervoso. Uma das potenciais consequências no homem é a existência de problemas de erecção; para além disso, tanto os homens como as mulheres que sofrem de EM podem ter dificuldades em atingir o orgasmo. É difícil saber com exactidão quantos homens com esclerose múltipla sofrem também de disfunção eréctil, pois são ainda relativamente poucos os estudos credíveis efectuados nesta área. Um inquérito realizado em 1995 por Ghezzi e outros investigadores revelou que 44% dos homens afectados tinham algumas dificuldades sexuais e que 38% sofriam de disfunção eréctil [6-a-survey-by-ghezzi-and-colleagues-in-1995].

Lesões da medula espinal
As lesões na medula espinal, podem ter efeitos muito variados. A disfunção eréctil tem maior probabilidade de surgir em homens que já sofreram lesões na zona inferior da coluna vertebral. Cerca de 75% dos homens com lesões na medula espinal não são capazes de ter uma erecção adequada à penetração [3-eardley-ian-sethia-krishna].

Outras doenças neurológicas
A doença de Parkinson, o Acidente Vascular Cerebral (AVC), a epilepsia e a doença de Alzheimer são exemplos de outras doenças do foro neurológico que podem conduzir à disfunção eréctil [15-billups-kl-erectile-dysfunction].

De que forma estas doenças podem afectá-lo?
Qualquer pessoa que sofra de uma doença neurológica ou que tenha sofrido uma lesão na medula espinal e sinta que tal poderá ter prejudicado a sua vida sexual, deve falar com o seu médico. Além de observar os seus sintomas, o médico poderá também verificar a sua medicação, caso esta esteja a contribuir para o problema.

Que tratamentos existem disponíveis?
A maioria dos tratamentos disponíveis para a disfunção eréctil são também adequados para homens com problemas neurológicos, embora a adequação do tratamento dependa de circunstâncias específicas. Os medicamentos por via oral são frequentemente utilizados como tratamento de primeira linha, sendo consideradas outras opções apenas quando estes não são eficazes. [20-british-national-formulary]


References